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Largo da Princesa 26, 3º esq/dto

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CSVialonga
  • Ano

    2009

  • Localização

    Vila Franca de Xira

Intro

Localizando-se numa área periférica de Lisboa, o edifício do Centro de Convívio para a 3ª idade surge num contexto urbano com as debilidades características dos subúrbios das grande cidades, como tal insere-se num bairro cujas tipologias de edificação, ainda que relativamente recentes (com cerca de meio século de vida)  se apresentam já bastante degradados com um desenho desordenado e sem coerência matéria de conjunto.

A população, dividindo-se essencialmente em dois conjuntos hereditariamente distintos, sendo que a população activa se desloca diariamente para as cidades mais próximas para desenvolver a sua actividade laboral, e um outro grupo de população mais idosa que divide o seu tempo entre as lides familiares e o convívio com velhos amigos e conhecidos, entre conversas e jogos de cartas, pelos cafés do bairro, e pelos escassos espaços verdes, entre outros recantos do bairro.

O edifício construído, surge como uma resposta da autarquia à necessidade de criar um espaço de apoio a esta população mais idosa, que aqui deverá encontrar espaço para conviver com o conforto de um lar, oferecendo ainda outras valências como um refeitório, uma barbearia ou espaço de apoio de primeiros socorros.

 

Formalmente como conceptualmente, a intenção terá sido criar um objecto arquitectónico singular, que neste contexto sócio cultural e urbano, surge como uma peça de referência, destacando-se dos edificados envolventes pela sua forma quer pela sua cor, nem como pela inserção singular.

Assim, tomando como base um paralelepípedo puro, atribui-se a cada uma das suas arestas uma altimetria destinta, o que permite espacialmente obter diferentes pés-direitos, estes em consonância com a função programática que se desenvolve no interior, paralelamente obtém-se um dinamismo formal que se denuncia pela não ortogonalidade dos alçados e consequentemente pela obtenção de uma cobertura “tradicional” de duas águas.

No centro desta volumetria, uma subtracção, origina um espaço externo de Páteo, que para além de permitir a convivência com a maioria dos espaços interiores do edifício fornecendo-lhes iluminação e ventilação naturais, se apresenta com características térmicas muito singulares quer pelas suas proporções, quer pela inserção de dois elementos arbóreos que para além da cor e sombra características, se têm vindo a afirmar como elementos especialmente acarinhados por esta população mais idosa que as rega e trata diariamente, colhendo sazonalmente os seus frutos.

No alçado Norte, consequência de uma exigência programática, surge uma inflexão do alçado, o que deveria permitir o acesso coberto de alguns idosos transportados em veiculo automóvel. Surge assim uma generosa área coberta sob uma pala, que para além de denuncia a entrada principal, protege das intempéries aqueles que a este edifício se deslocam.

A nível de caracterização física, foi premissa inicial da equipa projectista que deveria utilizar-se unicamente um material, devendo este revestir quer paramentos verticais, quer cobertura, acentuando desta forma o teor abstractizante desta peça arquitectonica.

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